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Marcelo Guimarães abre o jogo sobre derrota: "Se não for bem a fila anda"

Notícias (17/04/13)  
A primeira derrota na carreira de um lutador sempre traz um momento de reflexão, de tristeza, onde são reavaliados os erros e acertos. E foi exatamente essa sensação que o capixaba Marcelo Guimarães teve em sua segunda apresentação no UFC, em fevereiro, no Japão, quando foi nocauteado com uma joelhada na cabeça pelo sul-coreano Hyun Gyu Lim. 

Tanto que após a luta Magrão preferiu não conversar com a imprensa e buscou junto a família e amigos a força necessária para se reerguer e focar novamente em seu objetivo. Da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, lugar que escolheu para morar após o revés do outro lado do mundo, o atleta decidiu abrir o jogo e falou com exclusividade para o GAZETA ESPORTES sobre tudo que passou pela sua cabeça desde o momento em que se deu conta que tinha sido nocauteado por seu rival. 

Confira a entrevista completa abaixo:

GAZETA ESPORTES - Você foi derrotado pelo sul-coreano por nocaute. Primeira derrota de sua carreira, em sua segunda luta pelo UFC. Como você encarou esse resultado e seu desempenho na luta?

Marcelo Guimarães - Perder é sempre ruim. Foi a primeira derrota da minha carreira no MMA. Foi um nocaute fulminante, mas não foi a primeira derrota na minha vida. Lembro no meu primeiro campeonato de jiu-jitsu na faixa branca onde eu levei um sacode legal. Uma derrota, uma perda na vida de quem seja também é uma oportunidade de reflexão e consequentemente um grande aprendizado. Claro, sempre é melhor aprender ganhando, mas a vida é assim, faz parte da evolução.

GAZETA ESPORTES - Acha que essa derrota coloca em risco sua permanência no UFC?

Marcelo Guimarães - Já parou para imaginar quantos jovens e adultos no mundo inteiro treinam feito condenados tentando ser campeão de algum evento para conseguir ser contratado pelo UFC? Imagina o tanto de empresários de cada país tentando uma vaga para seus atletas no UFC? Tem muito lutador bom por aí, se você não for bem no UFC a fila vai andar.

GAZETA ESPORTES - Esse resultado fez você reavaliar o treinamento e preparação que tem feito? Você está no Rio e pretende mudar de academia? Já tem alguma em mente?.

Marcelo Guimarães - Independentemente do resultado você sempre deve reavaliar toda a periodização do treinamento desde a parte física à psicológica Estou no Rio e preciso treinar, consequentemente mudarei de academia. Aqui no Rio tem várias equipes, mas é complicado devido ao trânsito intenso. Estou na Barra e aqui perto de casa tem duas grandes equipes, a Team Nogueira e a X-Gym. Já as visitei e me senti muito bem. Ambas com muitos atletas treinando e excelente estrutura. Ainda não acertei nada, mas na segunda-feira (hoje) já estarei treinando.

GAZETA ESPORTES - Você sempre defendeu a bandeira de treinar no Espírito Santo. Acha que ainda falta profissionalismo por aqui?

Marcelo Guimarães - Treinar ai sempre foi bom. Muitas facilidades, muitos amigos, treino forte e duro sempre. A natureza perfeita para treino ao ar livre, o trânsito tranquilo. Mas tive que vir para o Rio e também tenho que treinar né? Se fosse mais perto eu ia e voltava todos os dias. Têm muitos profissionais no ES. Muitos atletas com um grande futuro que só acontecerá mediante muita dedicação, perda, sofrimento e superação.

GAZETA ESPORTES - Depois de assistir várias vezes o vídeo de sua luta, o que acha que faltou? Treino ou calma? E o que passou pela sua cabeça na hora que se deu conta que tinha sido derrotado?

Marcelo Guimarães - Não assisti várias vezes. Na verdade nem uma vez. Mas sei o que faltou, porque não me lembro da luta e se isso acontece é porque você está muito nervoso na luta. Faltou calma, tranquilidade e raciocínio, porque fisicamente eu estava bem, com o pulmão cheio de ar. Foi triste demais. Acordei com um sentimento terrível de não poder fazer nada. Apaguei e não acordei a tempo de reagir. Eu queria saber o que aconteceu, em que momento o golpe entrou e me disseram: tu tomou uma joelhada na cara! Eu disse: que foi na cara eu sei porque está doendo demais, quero saber o que eu fiz de errado?.

GAZETA ESPORTES - E daqui para frente quais serão os próximos passos? Vai ficar no Rio? Vai fazer seus treinos por aí?

Marcelo Guimarães - Buscar a evolução. Treinar muito e sempre, independentemente do lugar que estiver. Queria mandar um abração para geral da Fight Society e Vitória Combat Club, para o mestre Alexandre Kaveira e Hugo Miranda e todos os que sempre estiveram do meu lado aí no Espírito Santo.

Fonte: GAZETAESPORTES.COM

Fonte: gazeta esportes


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