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Marcelo Guimarães é o primeiro campeão peso médio da história do Jungle Fight


    (01/08/11)  

Marcelo Guimarães, o Magrão, já pensa em vôos mais altos. Minutos depois de colocar Lucas Rotta para dormir com um justo mata-leão para faturar o título, o campeão bateu um papo com a TATAME e falou sobre a emoção do título, a estratégia para a luta e o sonho de lutar no UFC. “Assim como o Marajó foi, o Erick (Silva) vai estrear agora semana que vem, espero que aconteça comigo também... Acho que até conseguir estrear eu tenho muito o que melhorar, mas estou em um constante aprendizado. A minha meta representar o Brasil lá fora”, disse. Confira abaixo na íntegra:
 
Você se sagrou como o primeiro campeão do Jungle Fight. Como é essa emoção?

Eu estou muito feliz. Isso é aquilo que eu sonhei desde novo, desde que eu fiz a minha primeira luta no Jungle. Essa é a minha sexta luta no Jungle, batalhei bastante. Acho que o Lucas merecia, mas ele tinha feito só uma luta no Jungle. Eu já tinha traçado todo um caminho, então eu merecia mais do que ele. Não desmerecendo ele, que é um atleta muito duro.
 
Qual era a sua estratégia na luta?
 
Tentei travar o jogo dele, que é da trocação, e tentei impor o meu jogo, trabalhei a distância para poder aproximar e derrubar. Estou muito feliz, agradecido à minha equipe, a Fight Society, ao mestre Alexandre Caveira, a todo o pessoal lá da minha academia, à Vitória Combat, no estado do Espírito Santo, à minha família, minha namorada e a todos os meus amigos. Que este seja o primeiro de muitos cinturões na minha carreira. Não terminou, apenas começou uma estrada que eu vou traçar. Vou corrigir minhas falhas, melhorar a minha parte em pé para poder evoluir mais.

Você esperava ter esse domínio todo no chão?
 
Eu trabalhei bastante finalização, muito ground and pound, e já era de se esperar. Eu tentei finalizar no pé, tentei finalizar na americana, tentei a finalização a luta inteira. Tentei fazer uma luta técnica, um jogo justo e acabou que eu consegui finalizar no segundo round.
 
Os campeões do Jungle tem normalmente fechado direto com o UFC. Você espera ter essa chance agora?
 
Com certeza, é um sonho. Eu fiz direitinho. O Caveira, meu professor, falou: ‘Marcelo, é a final. É a luta que vai te colocar lá para fora, então vamos buscar um nocaute ou uma finalização. Você é faixa-preta de Jiu-Jitsu, o cara é faixa-marrom. Você tem um Wrestling bom, então vamos procurar fazer uma boa luta, finalizar ou nocautear para poder vender a luta’. E, assim como o Iuri Marajó foi, o Erick (Silva) vai estrear agora semana que vem... Queria até aproveitar e mandar minha torcida para ele, que é lá do meu estado. A gente está junto. Espero que aconteça comigo também. Eu acho que o Brasil está com carência de atletas até 84kg. Hoje a gente tem o Anderson Silva, que domina a categoria há anos, e a gente está precisando de outros atletas nesse peso, e eu acho que tenho suporte para melhorar e estar representando o Brasil nessa categoria. É o meu sonho e é a minha expectativa agora: fechar com o UFC.

Você acha que está pronto para subir para o nível do UFC?
 
Com certeza. Estou pronto, acho que até conseguir estrear eu tenho muito o que melhorar, mas estou em um constante aprendizado. Tenho aqui o meu mestre Alexandre Caveira e a equipe Fight Society, que me dá todo o suporte e, com certeza, vamos buscar isso e é a minha meta estar representando o Brasil lá fora.